domingo, 30 de março de 2014

dor

acordei onze e poucos. segunda-feira sem planos. apenas a certeza de que nada havia a ser feito. vinte e dois anos e a realidade em ter dado errado. se aos treze me visse assim, no futuro, consideraria uma piada de mau gosto. jamais serei um fracasso, diria no auge de minha inocência mundana. triste fim do ator da vida, futuro opaco para o ator do mundo. um mar de possiblidades e um deserto de obstáculos. perdido e cansado. entrei numa. entrei nessa. me vejo esteticamente foda. só eu me vejo. então bebo. entorno a bagaceira no café puro. Fuga antiga, vovô me treinou. estou entre a vida poética na dor da fome e a vida faminta na dor dos sonhos. sou eu sozinho pulando um carnaval em agosto. solidão para sempre. dor que não acaba. Nunca.

segunda-feira, 17 de março de 2014

vai!

Ih! Olha ali! A sua auto-estima na mão daquele cara. Corre! Vai, menina! Pega logo, antes que o seu amor se vá! Nããão! Não falo desse amor! Falo do –seu- amor! O próprio! É! Aquele que nos faz sentir completos! Sim, até quando sozinhos. Principalmente sozinhos. E como é bom estar só! Corre! Não deixe o seu espelho se partir nas mãos daquele qualquer! Não deixe! Vai! Pegue-o de volta! Cate os cacos. Se precisar eu te ajudo a colar tudinho. Vai ficar como novo. Prefeito. Como seu. Próprio. Intransferível. Vai!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

quando escolhemos

Existe um momento indefinível na vida em que você escolhe. Essa constatação se dá apenas após os efeitos de uma escolha se concretizarem. E aí já foi. Você não gosta da sua voz, do seu jeito de andar, do seu discurso ultrapassado, do seu estilo, do seu cabelo, do seu estranho jeito de contar verdades. E aí já foi. Você escolheu ser tudo isso, um dia, uma vez, num passado real. Escolheu cada centímetro de quem você é. Naquele dia em que deixou para amanhã a corrida matinal, quando comeu demais no fim de semana, quando disse não e morreu de culpa, ou mesmo quando deixou a gasolina na reserva e rezou para conseguir chegar a casa. Você escolheu ser quem você é em cada segundo de sua vida, em cada fala, em cada suspiro. Agora mesmo, nesse minuto, está escolhendo. Essas pequenas escolhas formam você. Mas como conseguir mudar depois de toda essa construção milimétrica? Como deixar de ser quem sempre foi? Como não vacilar no inesperado? Como fazer com que estas pequenas escolhas se somatizem em mudança? Resultem num alguém que eu desejo ser. Num ‘eu’ novo e ao mesmo tempo real?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

falência múltipla

de um jeito ou de outro nossas paixões diárias se perdem no famigerado mundo das ideias. no âmago de quem realmente somos. e a insatisfação se faz. não somente sobre os amores. este fenômeno, talvez geracional, atravessa nossos dias. desde de um apego pela empada caída ao chão, até pela moça bonita que atravessa a faixa de pedestres, enquanto se está parado no sinal vermelho. segundos de perdas que constroem utopias fúteis e efêmeras, capazes de durar três segundos. o problema é que tais perdas, ficam. presenças vazias que penetram nossos desejos. ansiamos por tudo. ansiamos pelo nada.

terça-feira, 30 de julho de 2013

for better days. for better ways

Por dias melhores. Por caminhos melhores. Por escolhas. Pelo ato da escolha. Por simplesmente saber. Por nós. Por quem somos. Pelo o que queremos. Pelo que não sabemos. Pelo que não precisamos saber. Por mim. Pelo fim das coisas. Por você. Pelo início delas. Por tudo isto e um pouco a mais. Por sempre estarmos e só.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

diagnóstico

sofremos, então, de -angústia crônica-. por mais que os problemas nossos de cada dia se dissolvam em solução, por mais que consigamos nos livrar de nossas dores a mais, existe sempre algo que fica. esta presença se justifica exatamente pela falta. a ausência de uma questão a ser percorrida, situação apocalíptica, nos deixa ainda mais suscetíveis a este estado crônico. simplesmente por não ter. e não tendo, procuramos, mesmo que involuntariamente, cada vez mais, ter. por isso, estamos tentando preencher vazios. falsos vazios. esta sensação partilhada por todos nós e tão individualmente sofrida, nos faz querer transbordar aquilo que nos parece árido, e no fim sobra. e a dor não se desfaz. . sobre as compulsões diárias

domingo, 14 de abril de 2013

you have a new message

com as calças abaixo da bunda andava vagarosamente em direção ao nada. fumava um chesterfield blue trazido dentro de uma meia em sua última volta da europa. a touca escondia o seu cabelo sujo. ele nem sabia quem era. só tinha a certeza das dúvidas em seu peito magro. reco-reco nas costelas. doze por cento de gordura em seu corpo. nuggets e coca-cola, um beijo. chegou ao bar da esquina, onde encontrou uma velha amiga. dezessete anos de amizade. vinte e poucos de vida. amor demais para aguentar. e não aguentaram. pararam ali. com a long neck de sol mexicana na metade. com o filtro do chesterfield blue intacto. o cigarro fumado pelo ar suspenso entre dois olhos sem vergonha. vestígios eternos de um amor que acaba. é tempo demais. ela amava rir das coisas insanas ditas por ele. ele adorava fazê-la rir. foi perfeito demais para se manter. beleza cansa. cansa. ai. como tudo que é demais. faz mal. para eles o mau era bom. dark side is the new black, mano. gangsters de si mesmos. não matavam nem barata. miravam em guns, black shirts and cool socks para fora das boots, tudo na forma. por dentro duas criaças que se amavam no jardim da infância. jardim secreto na sessão da tarde. hoje compartilharam passados. choraram presentes. e pontuaram finalmente o que estava reticente. deu certo por tanto tempo. talvez volte a dar. arrastaram cadeiras de ferro no humaitá. abraçaram-se. beijaram-se. ele desceu a jardim botânico. ela subiu a são clemente.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

a mais

Hoje eu acordei em preto e branco. Ouvi sete músicas e nada esvazia a melancolia que arrefece o meu peito. Trago-a como uma velha guimba largada num antigo cinzeiro de pedra de uma casa de praia.
Eu não combino com aqui. Cidade grande e praiana maquiada pela óbvia e equivocada associação entre o sol e felicidade. Eu não consigo imaginar dia mais angustiante do que aquele em que o sol frita nossos corpos enquanto o povo o brinda mediocre e felizmente.
Não tenho conseguido mais fugir. Já esgotaram-se os meios e o derradeiro desfecho se anuncia. Encarar a mim mesmo. Nú. Repetitivo. Como eu sei que sou e só sei. Eu sei.
Respiro raso, ponho aquela british indie rock band e finjo que ainda há uma porta a ser aberta. Fecho os olhos num último apelo a mim mesmo. Em vão.

Assumirei os erros a mais. Prometo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

verso

2013. O mundo não acabou. Eu só tive vontade de voltar à mim mesmo agora. Nesse -meio tempo-, quase inteiro, perdi amigos, amores. Não ganhei nada. É assim que me sinto, lesado. Página da vida escrita no verso. Contracapa. Papel de pão. Poético e descartável. Escondido onde nem eu mesmo me achei. Quando menos apareci, foi quando mais me expus e errei. Perdi o tempo que foi meu. Gasto.
Agora choro o leite derramado que escorre pelo ralo, mistura de início e fim.

domingo, 9 de dezembro de 2012

tudo por mim mesmo

Não gosto das vozes claras, limpas, articuladas… Gosto de vozes roucas, arranhadas, engasgadas, com algo entalado, querendo ser dito, querendo dizer, cantar... Câncer na garganta que narra a trajetória de um rancor, de um amor talvez, de alguém que não pôde. Beleza bonita na dor. Dor que se liquefaz, muda de estado. Sai do emocional e encarna em nós na dor física. Mas sem esta dor não faz sentido. Perde o charme, a graça. Viver sem dor não tem sentido, por quê. Masoquismo social, lutando por migalhas de afeto diário. Um sorriso, um abraço falso, um beijo babado e a carga de energia que se enche novamente por 3 segundos e logo tudo se reinicia.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

felicidade na estante

Na mesma onda dos antidepressivos, hoje é proibido ser infeliz. Lutos só duram sete dias, meia hora a mais é patologia declarada, prozac na garganta. Não comparecer ao bar da esquina, onde seus amigos brindam a felicidade medíocre de suas vidas, em ter conseguido sobreviver mais um dia, engolindo a mesma cerveja morna após cada expediente de sexta-feira. Enquanto você simplesmente opta por seguir outro rumo, outro caminho, nesse mundo alérgico que nos brinda com um fim próximo, se Deus quiser. Não posso faltar com as expectativas da chamada “ditadura da felicidade”, a mesma que esfrega em nossas caras a irrealidade em sermos menos “eu” e mais “nós”, no sentido coletivo de -monte de merda-. “Só não é feliz quem não quer”, e seu não quiser? Ou puder? Estarei condenado ao fracasso enquanto ser humano... Desculpe-me, creio que não, mas na sociedade em que os equívocos vêm em manuais, sinto-me inadequado por simplesmente divergir do que teimam em gritar, com perdigotos, em minha cara.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dízima periódica da geração Y

Eu queria entender o porquê dessa não identificação com o nada ou com o tudo de que a geração Y compartilha e que muitos nem se dão conta. Essa angústia por saber e não saber quem é/foi. A busca por um sentido que não passa pelas drogas, arte, sexo... Tem a ver com o humano de nós. Quem somos aqui. É construção, é genético, é inconsciente, psicossomático? Acho que tem a ver com -quem culpar- , porque num mundo tão maluco, moderno e rápido é preciso condenar alguém. Mesmo sabendo que a culpa está dentro de nós. Um eterno cristo pregado em nossas almas, mesmo sendo ateu. É social, geracional. Vítimas pós-utópicas, sem ideologia, aliás, com uma única ideologia, a individual, de si mesmo. Profissionais de suas próprias mentes e corpos. Uma busca eterna por um “eu” completamente dissociado de “mim”. A conseqüência está nas ruas, na segregação do ser homem, de ser único, só e nada. Porque afinal de contas vivemos em função do outro, por mais que se negue, que se fuja, é real. Somo uma produção em série de unidades diferentes, mas que ainda pertencem a um único universo. Culpar os pais é ciclo vicioso sem fim. Enquanto isso, vivemos, tentando buscar uma resposta infinita. Dízima periódica da geração Y.

sábado, 13 de outubro de 2012

no filter

O meu dia começa quando ponho os meus pés no chão e termina quando a última gota de álcool evapora de minha pele áspera, corroída pelas noites a mais do meu jeito perverso de ser. Reflexo dos filtros que amenizam a feiura da gente. Da geração coca zero quanto mais zero melhor. Zero mesmo, no sentido literal. Vazio no jeito animal de ser racional comprando melancia geneticamente modificada. Sem sentido por querer como eu você a mercê de rimas pobres, porque o zero é cool entre todos nós. A vida é bela com o filtro certo. Num espeto à venda escuto os gritos de quem eu não quero ser. Ninguém é ninguém. Somos parte do todo, dos filtros pré-moldados que moldaram por nós. Somos vitange de nós mesmos, do que fomos uma ou duas semanas atrás. Falta de escolha ou escolha por falta. Tanto faz. No fim ou é mais alaranjado ou é mais azulado, não importa. Na escala das cores primárias, o limite é a mistura óbvia de qualquer coisa bonita aos olhos do outro sobre nós.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

perecível

Guardo angústias pra mais tarde, como bolinhos de arroz. Melhores dormidos, de um dia pro outro, amolecidos pelo tempo. Uma sensação de noite passada, de perdão para alguém. Futuro sem nexo do jeito certo.Como o dia em que deixei aquele lugar como sempre e como nunca não me olhei ao espelho do elevador. Como é difícil ser na despedida. Último olhar, última fala, um último toque. Adio todos os sentimentos, prolongo sofrimentos e com isso não consigo nada, apenas sou, pois penso, como dizem. E depois? Consigo. Mas continuo com as angústias nos bolsos, manchando o tecido, sugadas pela pele. Câncer certo na mente hipocondríaca. Um, dois, três comprimidos e foi-se a dor. Alívio comprado, felicidade em caixa, mas como todo produto do capitalismo, finda, vence a validade, perece como eu, como você, como nós juntos em meio a toda essa vida.

sábado, 8 de setembro de 2012

unidentifiable

Críticas estou dispensando. Já basta a minha auto. A não ser que você seja o mestre dos magos e diga que tudo dará certo neste caminho opaco que sigo evitando olhar pra trás. Tô no escuro com medo. Vejo pessoas e prioridades. Vejo equívocos em manuais. Percebo-me na luz. Capacidade sobre humana de fazer-se desinteressante. Não espero nada. Só peço. Eu me amo em 3 de agosto. O mundo pára em seu constante retrocesso andante. Nós continuamos contracorrente tentando chocar a borracha, blasé. Encaixando na timeline como dadaístas do futuro, geração qualquer nota, cópia vintage da tendência neomoderna da semana de 22. Porém somente a forma nos interessa, mesmo com conteúdo, a iconodulia sobressai na presente imagem de nossas camisetas manchadas por rostos conhecidos de um paradigma geracional. Reflexo constante da falta de.

sábado, 11 de agosto de 2012

eles tentaram

Sete dias in rehab não cabem dentro da razão. Psicossomatização. Quando é mesmo que nos damos conta? A vida pode ser lida como um terço. Costura. Conta por conta. Nó por nó. Dor transmutada em bagagem. Como Dean ou Monroe. Abandonados, mas artistas. Pintores de si mesmo. O corpo como tela do vício em sermos nós mesmos. Farpados. Olhando para si em sete dias. A dor desvia o foco. Não olho nem ao lado. Calado a interiorização foi intensa e sem vontade de se fazer entender, escrevi sem caligrafia, falei com os olhos.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

time is my addiction

Foi no dia vinte e nove, dia de gnocchi, que eu deixei a sua casa e fui andando até botafogo. Pensando, avaliando, questionando este novo sentimento. Algo diferente das outras vezes em que deixei a sua casa e de súbito faltou-me o ar pelas lembranças de cada gesto seu. Hoje é diferente. É um vazio cheio da ausência de sua presença. Trato-te mal num reflexo do meu ódio em não conseguir te odiar. Vejo-te uníssono como o grito da criança que um dia fomos. Juntos. Seu peito, joelho e cabelo já não são os mesmos, mas seus olhos refletem aqueles dias quentes do verão praiano, em que eu inocente transloucava-me só para te ver dropar as ondas no oceano sem fim, o que acabava por ser a minha obsessão. O meu desejo se transmutou. Acabou o tesão, a admiração, o toque suave. Restou o amor que único se torna pequeno perto de minha perspectiva de vida. Amor amigo. Amor de quem quer bem, mas só. Finda no limite da certeza. E convicção em matéria de amor é pura amizade. Agora, neste instante, neste milésimo de segundo que rompe o espaço, não sinto nada mais do que carinho. Carinho como pela blusa preferida aos treze e que não cabe mais, mas que guardo como a recordação de um ano feliz em minha vida. Nós dois grafados na tela da memória. Uma mistura de surf, eu, prata, você e amor em tons de preto e branco.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sinal não encontrado.

Amo com tanta intensidade que machuco o seu dedinho mindinho. Amo com a força de quem resiste, e isto finda a minha vivência modesta que anseia apenas por um beijo teu. Te quero como nunca e temo como sempre, perder-te. Por favor, lave a louça e me beije com a sinceridade que existe em seu peito. A nossa ligação é resgate de Romeo e nossos gestos, uma interpretação britânica de Juliette. Porque os ratos se escondem na taberna? Nossa história se tornou um Fado triste de sucesso. O amor morou em nossos corações, mas juntos somos apenas palavras de uma carta nunca enviada. Choro em repúdio à nossa covardia. De amanhã não passa.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Carta de quem não serei.

Oi Tia

Jamais pensei em voltar aqui ao Catumbi, sobretudo nestas atuais circunstâncias. Ainda mais após a “ascensão” social de nossa família. Primeiro à tijuca, depois à barra da tijuca e por último à Gávea, quanta evolução num só clã. Hoje retorno onde jamais pensei voltar, nem por passagem. Alias, pensei sim em retornar aqui, mas apenas morto, para habitar o ataúde ao lado de vovó no nosso famoso cemitério. O berço da nossa família é hoje a cova viva e morada deste teu querido sobrinho marginal. Estou preso neste cárcere há cerca de dois meses e não sei ao menos se daqui a cinco horas estarei vivo ou se esta carta sequer chegará a suas mãos. Aqui a alimentação é péssima, os alimentos já nos são oferecidos abertos, eu nem posso ver as informações nutricionais e continuar a nossa dieta diária. Mas continuo magro, talvez devido à rotina intensa de exercícios deste lugar, ou mesmo pela tristeza mesclada com o futuro incerto que se personificam num tumor incurável que ostento em meu estomago, o sinto como um bolo na garganta que mantém a minha “saciedade”. Nem lexotan, nem rivotril e nem a nossa amiga sibutramina seriam tão eficazes. Tive muitas alucinações aqui dentro, não sei dizer o que foi real e o que foi sonho, mas tanto faz. Tudo que me ocorre aqui dentro se torna real, é o único material que possuo, eu comigo mesmo. Conheci um pastor aqui dentro, e por incrível que pareça, ele é o único com quem consigo manter uma conversa num grau superior do intelecto, ele tenta me ungir todos os dias ao senhor Jesus, mal sabe ele o quanto já estou ungido. (risos) Enfim, escrevo-te, pois sei que mesmo que do seu jeito, fostes a que mais me compreendeu nesta vida. Desde as minhas crises de TOC ou as minhas respostas aos ataques de papai. E eles como estão? Já esqueceram que um dia tiveram um filho? Ainda fingem que aquele aborto em 91’ deu certo? Nem sei por que pergunto, esta carta jamais terá uma resposta, talvez pergunto a mim mesmo se ainda possuo genitores. Por mais árdua que esteja sendo esta nova vivência de minha vida, não paro de exercitar meu lado Polyana, além de minha famosa ironia. Todos os dias procuro ver o lado bom disto e ironicamente sorrio para todos, buscando vida no inferno.

Um beijo sem forças quase.

Ps. Te amo para sempre. Não se esqueça de mim. Nunca.